E a gente não se vê mais com os mesmos olhos…

Quando as coisas mudam, é sempre para o meu sempre.

O meu tempo de destruir você e os meus pesadelos, para reconstruir de outra maneira.

E de tempos em tempos, já não nos vemos mais com os mesmos olhos.

Você muda, eu permaneço.

Você recomeça, e eu te esqueço.

E um belo dia a gente se tromba numa avenida qualquer. Numa destas artérias principais.

Eu cansada. Você chapada.

Eu te levo pra casa. Ainda sei onde você mora, afinal, você nem mudou tanto assim.

Você embroma no seu falar bêbado algumas desculpas, relembra momentos que eu custei a esquecer.

Me dá raiva.

Te ponho na cama e me viro para sair. Volto o rosto para uma última olhada em você. Tão inocente. Tão triste neste rosto cheio de certeza e pudor. Tão eu há uns péssimos anos atrás.

Viro a chave na porta já do lado de fora e digo um último adeus.

Fecho os olhos.

Toco fogo na casa.

Fim. A esperança está morta.

Mais um Ok na minha lista.

Agora é a vez da consciência.

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