La vida

Às vezes, abro os olhos na escuridão pensando ter ouvido sua voz.
E quando fecho-os novamente sinto-me mergulhar naquele medo, naquele pavor de sempre. De antes. De você.
E quando a manhã rejuvenesce meus pavores, e manda para longe o frio, levanto-me novamente insegura. Como antes de você. Como depois que partiu. Como agora.
E durante os minutos,
curtos
em que demoro a percorrer uma rua
e dobrar uma esquina
bato em você. Tropeço. Vou ao chão.
Quase como se estivesse esperando o choque, como se todo o medo me tremesse os nervos, desligasse os sentidos, me tomasse e levasse direto a você.
No dobrar de uma esquina.
Enquanto ouço-a cantar. E agradecer por seus pies cansados
E por toda a vida,
e de todos os lados,
e de você,
que me ha dado tanto.
E me vejo tombar,
Cair,
Derrubar tudo em mim. Dentro de mim.
Ensurdecer com o barulho de tudo se arrebentando,
Voando cacos de mim e de você,
como batida de carro. Como o impacto do vidro estilhaçando.
O barulho, o suor,
o poder do meu amor e do seu ódio. Quebrando.
Estilhaçando.
Gracias a el alto cielo estrellado
Gracias a mis luceros,
miro el fondo de tus ojos claros.
Como ela cantou um dia.

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