Do peito, do orixá.

Medo sem “me”, é de dar dó.
Ponto cego na corrente, 
dou nó. 
 
Batuca, candeia,
canteiro de Jó. 
Bate arueira que hoje
eu tô só. 
 
O canto da sereia
não bate, 
nem vó. 
Mas sai da areia, 
já me dá um… ó. 
 
Bate estreito,
na aldeia,  
no congá. 
Bate no fundo do peito, 
poe na cabeça, 
deixa ficar. 
 
Vem de longe, da cachoeira, 
da minha alma, 
do meu orixá. 
 
Bate fundo, 
sacode o mundo, 
deixa rodar, menina, 
deixa rodar. 
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2 comentários sobre “Do peito, do orixá.

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