Não há de ser dor sem recompensa

Foto: Facebook/Rafael Douglas

Inspiração – Foto: Facebook/Rafael Douglas

Pode ser que a estrada seja longa, lamacenta e cheia de buracos, pedras e espinhos. Pode ser que o tempo passe rápido, virado, atravessado, e que quando eu veja já se foram mais de 5 horas ali. Pode ser que o momento de uma festa, que uma passagem pra floresta, que um passeio de noite quente sejam adiados, desconsiderados, desculpados e esquecidos. E que um raio caia duas vezes no mesmo lugar e que eu até perca amigos. Pode ser que o amor não entenda. Que o tempo dos amassos tenha fim cedo demais. E que as noites de sexta-feira fiquem mais frias longe dos seus braços. Pode ser que me falte a cerveja. Que me cale o sabor do amor ou da cumbuca de pimenta. E que a boca águe só de pensar. Pode ser que o fardo pareça pesado demais.

Pode ser… tudo pode.

Só não há de ser dor sem recompensa. Não há de ser necessidade sem ajuda, nem erro sem reprimenda. Não há de ser abandono, nem solidão, nem falta de abraço. Não há de ser falta de conselho, nem de amizade, nem de irmandade ou caridade. Não há de ser por falta de amor, de sabor, nem de felicidade. O sacrifício é pouco. A alma pede mais. O amor é superior, agigantado, enorme. Tão grande que engole.

Tenho amor que sobre. Tenho guia que chegue. Tenho luz que afogue. Tenho mais irmãos do que posso contar. Tenho duas mães. Estou inteira em cada parte, em cada pedaço, em cada minuto do dia ou da noite.

Tenho tudo. E tudo me tem. E morro de saudade! Axé, amém!

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